5.4.07

Os Alfarrabistas de Amsterdão II

Vamos olhar agora com mais atenção para os livros que vieram de Amsterdão.










Photographies de Henri Cartier-Bresson foi editado em 1963 pela Delpire e reproduz os textos que fizeram o celebrado prefácio de Images à la Sauvette (The Decisive Moment, título da edição inglesa). O livro começa com a famosa frase: Une photographie est pour moi la reconnaissance simultanée, en une fraction de seconde, d'une part de la signification d'un fait, et de l'autre, d'une organisation rigoureuse des formes perçues visuellement qui expriment ce fait. Seguem-se os textos, e quarenta e sete fotografias que percorrem a obra de Henri Cartier-Bresson (1908-2004) desde 1932 até 1961, ano em que o fotógrafo captou uma das suas mais prodigiosas imagens, o retrato do escultor Alberto Giacometti (1901-1966). Capa dura e boas impressões num papel razoável fazem de Photographies de Henri Cartier-Bresson um estimável objecto de colecção.



Henri Cartier-Bresson, Alberto Giacometti, 1961



A primeira grande retrospectiva do trabalho de Jacques Henri-Lartigue (1894-1986) em terras francesas ficou registada no pequeno catálogo 8x80, com edição da Delpire e prefácio de Michel Frizot. Patente ao público em 1975 no Musée des Arts Decoratifs, em Paris, a exposição contou com cerca de duzentas fotografias, das quais foram seleccionadas sessenta e uma para integrar o catálogo. O papel é óptimo e as provas estão perto da perfeição.


Lewis Carroll (1832-1898) é famoso como autor dos livros Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho. Menos conhecida é sua actividade como professor de matemática, mas uma leitura cuidada dos textos revela uma ligação à lógica, à ciência, ao xadrez; e ainda hoje os dois livros são terreno fértil de metáforas para paradigmas e teorias. (O termo Red Queen Effect, que designa uma teoria da biologia evolutiva cada vez mais contestada que pretende explicar alguns fenómenos como a emergência e vantagem do sexo no processo de evolução, foi inspirado num episódio do livro Alice do Outro Lado do Espelho.) A sua obra fotográfica, centrada no retrato, encontra-se também na sombra do sucesso dos livros de Alice, mas tem argumentos para nos pedir um olhar atento. A afinidade com o trabalho de Julia Margaret Cameron (1815-1879) é notória, não só nas formas como no método: Lewis Carroll, tal como a fotógrafa inglesa, encontrava naqueles que lhe estavam próximo os motivos dos seus estudos fotográficos. As crianças ocupam grande parte do seu trabalho, e Alice Liddel, a Alice que inspirou os seus livros, faz parte da extensa galeria de retratados (que inclui também Julia Margaret Cameron). Lewis Carroll, Photographer começa com um texto de Helmut Gernsheim sobre o autor integrando-o na História da Fotografia inglesa. Seguem-se sessenta e três retratos, onde não falta Alice Liddel, nem o xadrez, uma das paixões de Carroll: o notável The Misses Lutwidge, 1859, mostra as tias do fotógrafo no “meio jogo” de uma partida de xadrez. Este livro agora adquirido em Amsterdão junta-se a uma das peças mais estimadas da biblioteca, a qual encontrei em Lubliana há alguns anos. Chama-se Lewis Carroll, foi editado pelo British Council em 1998, no centenário da morte do artista, e junta ensaios de Marina Werner, Roger Taylor e Michael Bakewell, para além de vinte e quatro imagens.


No livro Stielglitz – a memoir/biography, de Sue Davidson Lowe, podemos encontrar, para além da biografia do grande fotógrafo e galerista americano Alfred Stieglitz (1864-1946), alguns retratos por ele executados, nos quais se incluem dois auto-retratos e uma inevitável fotografia da pintora Gergia O’Keefe (1887-1986), a mulher com quem esteve casado durante mais de duas décadas, até à sua morte em 1946.

Kindred Spirits, Hungarian Photographers 1914-2003 é o catálogo de uma exposição sobre fotografia húngara comissariada por Péter Nadas (1942-) que esteve em exibição no Museu de Fotografia de Hague entre Setembro de 2004 e Janeiro de 2005. Budapeste é uma cidade que tenho visitado com regularidade nos últimos anos e de onde tenho trazido algumas referências que vou guardando na prateleira. No entanto, é fácil esquecer que a Hungria já nos deu fotógrafos como Robert Capa (1913-1954), Brassai (1899-1984), Kertész (1894-1985) e Moholy-Nagy (1895-1946), pois tais nomes foram internacionalizadas e fazem agora parte do património da humanidade. O livro guarda excelentes reproduções de alguns trabalhos dos autores citados, e de outros, como Márta Rédner (1909-1991), Martin Munkasci (1896-1963), e até Péter Nádas, o comissário da exposição e autor dos textos que acompanham as fotografias. Talvez os ensaios de Nádas me ajudem a reunir e a entender o material que tenho trazido de Budapeste.


Carlos Miguel Fernandes

3.4.07

Patagónia

Inaugura hoje, dia 3 de Abril pelas 18.30, a exposição de fotografia Torres del Paine - Patagónia 990208 07.38 am - 8.03 pm, de José Soudo. É na Casa da América Latina e estará patente ao público até ao dia 24 de Abril. (Informação obtida no Grand Monde.)

NAF

28.3.07

INGenuidades (Recomendação)

Leiam este excelente e didáctico texto do António Faria publicado no Grand Monde e levem-no como roteiro quando visitarem a exposição INGenuidades. (A quem ainda não foi à Gulbenkian aviso que só tem um mês para ver a exposição de Fotografia do ano.)

Carlos Miguel Fernandes

20.3.07

a gerência recomenda

theonlinephotographer.blogspot.com

strobist.blogspot.com

O primeiro pela escrita e humor, o segundo, pelo que se aprende...

g

12.3.07

Os Alfarrabistas de Amsterdão

Durante a tarde passada em Amsterdão, à espera do voo para Seul, encontrei aquilo que mais procurava. Da visita que fiz à cidade, em 1999, recordava-me, com especial saudade, dos alfarrabistas onde comprei algumas das melhores peças da biblioteca de Fotografia. Desta vez, para além das casas forradas de livros que se podem encontrar perto da Dam, tive a felicidade de os ver todos reunidos numa pequena feira do livro, em local que não posso indicar com precisão pois deambulei pela cidade, durante o pouco tempo que tinha, sem mapa. Da curta visita consegui trazer um catálogo de Cartier-Bresson editado nos anos setenta, uma edição de autor de Lartigue da mesma época, uma biografia de Stieglitz, uma biografia (com fotografias) de Lewis Carrol e um livro sobre fotografia húngara.

Por aqui, em Seul, está uma exposição com imagens de Ansel Adams, Brett Weston e outros. Ainda estou a tentar descobrir o local exacto da mostra (na Coreia, esta é uma tarefa mais complicada do que aparenta ser). Entretanto, em Insa-dong, a pintura continua a dominar o roteiro das galerias.

Carlos Miguel Fernandes

8.3.07

Bohnchang Koo

Quando visitei Seul pela primeira vez, em 2001, passei horas a percorrer as ruas de Insa-dong, o bairro das antiguidades e das galerias de arte. Entrei em várias galerias, mas em nenhuma encontrei uma exposição de fotografia. Há uns anos, alguém me disse que, em Portugal, é mais fácil expor má pintura do que boa fotografia; mas não é apenas no nosso país que esta é subalternizada pela pintura e outras artes. Foi só na Galeria Rodin, noutra zona da cidade, que encontrei a mostra de Bohnchang Koo. Da exposição trouxe o livro e o folheto. Ficaram guardados na prateleira até agora, à espera de disponibilidade para conhecer a obra e a biografia do fotógrafo, e talvez dessa forma entrar no mundo da fotografia coreana. Mas a ambição é sempre maior do que o tempo. Agora, já com as malas feitas para o ansiado regresso a Seul, limpei o pó do livro e fiz uma pesquisa na rede (sem grandes resultados). Deixo-vos aqui algumas imagens da exposição que vi em 2001.





Seis anos depois da primeira visita à Coreia, vou voltar a tentar, vou bater todas as galerias de Insa-dong em busca da alma da fotografia coreana. Busan, o pouso seguinte nesta jornada oriental, também deve guardar algumas surpresas, pois uma cidade com cinco milhões de habitantes é sempre um embrião de criatividade.
Volto em breve. Até lá, o Gonçalo toma conta da casa.

Carlos Miguel Fernandes
P.S. De Seul, em 2001, trouxe também isto.

5.3.07

Yousuf Karsh e Churchill

Vestia kilt e tocava gaita-de-foles nas festas escocesas. Possuía uma que lhe fora enviada da Escócia e ele próprio fabricara outra durante os longos invernos da Patagónia. Nas paredes da casa estavam penduradas vistas da Escócia,fotografias da família real britânica e o retrato de Winston Churchill por Karsh.
Bruce Chatwin, Na Patagónia



Lendo este trecho podemos conjecturar que Bruce Chatwin (1940-1989) e Luis Sepúlveda partilhavam, para além da paixão pela Patagónia e a afeição pelos moleskine, um razoável conhecimento da obra de Yousuf Karsh (1908-2002 ).
É este o retrato a que Chatwin se refere, e que fez de Karsh um fotógrafo famoso.


Yousuf Karsh, Winston Churchill, 1941


A imagem tornou-se num símbolo da Inglaterra e da sua vontade de combater e vencer, numa época em que os seus cidadãos sofriam com os bombardeamentos alemães. Hoje, quando tanto se fala na "postura de estadista", recordamos a génese de um retrato e de um político que ajudaram a definir o paradigma dessa postura, fisica e politicamente.
Em 1941, W. L. Mackenzie King, o primeiro-ministro do Canadá, combinou um encontro entre Yousuf Karsh e Winston Churchill (1874-1965), durante o qual o fotógrafo acabou por realizar o retrato que marcou a História da Fotografia, tal como o Churchill marcou a História do século XX. O encontro deu-se após o discurso de Churchill no parlamento canadiano e não durou mais do que dois minutos. O primeiro-ministro inglês, que iniciou a sua carreira política em 1900, no partido conservador, embora tenha também passado por governos liderados pelo partido liberal, entrou impaciente na sala reservada para o encontro, fumando um charuto que acabara de acender. O fotógrafo, habituado ao controlo total do retrato e do retratado, pediu delicadamente a Churchill para apagar o charuto: – Sir, here is an ashtray. – ao que Churchill respondeu com o silêncio. Karsh, com pouco tempo e paciência, arrancou o charuto das mãos de Churchill e disparou o obturador da sua câmara. E assim ficou registada a célebre “cara de mau” do primeiro-ministro inglês! Este, dirigindo-se de seguida a Karsh, disse-lhe, enquanto lhe apertava a mão: – Well, you can certainly make a roaring lion stand still to be photographed.


Esta é a lenda, e talvez não seja mais do que isso. Mas quando a lenda é mais interessante do que a realidade...imprime-se a lenda.

(Fonte: Peter Pollack, The Picture History of Photpography - From the earliest beginnings to the present day. Abrams Pub., New York, 1977)

Carlos Miguel Fernandes

26.2.07

Yousuf Karsh e Hemingway

O Papá Hemingway acompanha-me desde rapaz. Diante da masseira de padeiro onde estou a escrever, tenho uma fotografia dele que o mostra com uma grossa camisola de lã, e vêem-se-lhe no rosto todas as marcas que a vida lhe foi talhando.
Luis Sepúlveda, As Rosas de Atacama


Referir-se-á Luis Sepúlveda ao famoso retrato do escritor norte-americano realizado por Yousuf Karsh (1908-2002 ) em 1957?


Yousuf Karsh, Ernest Hemingway, 1957


Os sinais são visíveis. A camisola de lã e as rugas do escritor, realçadas pela iluminação contrastada, tão característica de Karsh. Ernest Hemingway, velho e com rosto de marinheiro, faces tisnadas pelo sol e pelo sal, acompanha Sepúlveda desde rapaz, ditando-lhe frases curtas que o escritor chileno arranja em pequenas histórias, de toureiros e canalhas, de heróis e cobardes, de comboios e baleias, e de outros velhos, velhos que não escrevem romances. Mas lêem.
Yousuf Karsh, nascido na Arménia, em 1908, foi o grande retratista, de matriz clássica, do século XX. Como um pintor renanscentista, Karsh retratou alguns dos estadistas mais poderosos e influentes da sua época. Com traços de pós-modernidade, repetiu formas passadas e vampirizou a imagem dos seus colegas artistas: os pintores Pablo Picasso e Juan Miró, o arquitecto Frank Lloyd Wright, o escultor Alberto Giacometti, o compositor Jan Sibelius, o poeta George Bernard Shaw, o fotógrafo Ansel Adams e o cineasta Cecil B. de Mille foram alguns dos ilustres criadores que posaram para a câmara de Karsh.Com um apuramento técnico invejável, Karsh trabalhava a composição da imagem, aproveitando a expressão, o porte e a indumentária do retratado para, em conjunto com o ambiente circundante, realizar imagens poderosas, psicologicamente complexas e de uma intemporalidade que a abordagem clássica ajudou a forjar.
A iluminação, aparentando origem natural nalguns retratos, é o resultado de um cuidadoso trabalho com uma ou mais fontes de iluminação artificial, as quais ajudavam o artista a criar a ambiência, a textura e a suavidade adequadas à figura que se mostrava perante a sua câmara. Compare-se a luz de Ernest Hemingway, dura, sincera, quase trágica, com o ambiente delicado que o fotógrafo criou para Audrey Hepburn, realçando a silhueta elegante e os cabelos negros e lisos com um fundo claro e intensamente iluminado. Karsh esculpiu Hemingway em rocha, criou-lhe uma imagem, um ícone que lhe sobreviveu e que prolongou o mito. Audrey Hepburn foi desenhada a traço firme e rigoroso, bidimensional, como o são tantos actores quando despem a pele de complexas personagens, ou quando deficientemente as vestem. Yousuf Karsh transformou Hepburn na sua boneca de luxo.

Carlos Miguel Fernandes

22.2.07

Cursos de Fotografia

Já estão abertas as inscrições para o Curso de Iniciação, cujo início está marcado para dia 12 de Março. As informações detalhadas podem ser encontradas na página do NAF.

NAF

16.2.07

Lisboa, Cidade Triste e Alegre

Lisboa, Cidade Triste e Alegre, um clássico da Fotografia portuguesa, aqui, no blogue da Associação Portuguesa de Photographia.

Carlos Miguel Fernandes

13.2.07

A História do NAF


Há dois documentos que sobreviveram à passagem dos anos e ao carácter errante do Núcleo. O primeiro data de 1950 e descreve-nos o contacto — cujo assunto parece estar relacionado com a aquisição de material fotográfico — entre uma empresa do ramo da fotografia e cinema e a Associação de Estudantes do IST. Em 1956 o Almanaque Português de Fotografia já se dirigia ao “Director da Secção de Fotografia da A.E.I.S.T” (ver imagem). Entre estas duas datas ter-se-á criado a Secção, antecessora daquilo que hoje conhecemos como Núcleo de Arte Fotográfica (NAF). Mas, se o início da História do NAF se esbate no tempo, nas décadas que se seguem o problema adensa-se, e a documentação parece estar perdida. A partir de 1991 posso contar a História na primeira pessoa, mas urge completar o quadro, sob o risco de os primeiros quarenta anos do Núcleo ficarem para sempre perdidos. Quem por lá passou? Que exposições foram organizadas pelo NAF? Que impacto teve na Fotografia portuguesa? Se algum leitor tiver dados ou histórias que me ajudem a acrescentar algo a esta narrativa tão incompleta, pedia-lhe (agradecendo desde já) que me contactasse através do endereço de correio electrónico do NAF (naf.ist@gmail.com).


Carlos Miguel Fernandes

6.2.07

INGenuidades

A inauguração acontece na próxima quinta-feira, e a exposição ficará aberta ao público até ao dia 29 de Abril na Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian. Falo de INGenuidades, a mais recente criação de Jorge Calado. Reunindo cerca de 350 imagens de mais de 150 fotógrafos, a exposição percorre a História da Fotografia sob o pretexto da Engenharia. Uma homenagem à liberdade e génio criativo dos cientistas e engenheiros, são palavras do comissário. Herdeiro directo dos grandes curadores do século XX, que tiveram em Edward Steichen e The Family of Man (MoMA, New York, 1955) a maior referência, Jorge Calado habituou-nos a realizações colossais, com qualidades raramente vistas em Portugal. Foi assim com À Prova de Água (CCB, Lisboa, 1998), uma exposição épica na linha de INGenuidades, com Terra Bendita (Arquivo Municipal de Lisboa, 2000), e com mostras individuais, como aquelas que foram dedicadas aos trabalhos de José M. Rodrigues (Ofertório, Culturgest, Lisboa, 1999) e Wolfgang Sievers (Linha de Vida, Arquivo Municipal de Lisboa, 2000). Por estes e outros exemplos passados, não é excessivo nem descabido dizer que estamos prestes a receber o acontecimento fotográfico do ano, para o qual tenho a honra de contribuir com uma imagem.


Thomas Weinberger, Cracker, Esso Raffinerie, 2003

Carlos Miguel Fernandes

4.2.07

Daniel Kazimierski e o Palácio da Cultura e Ciência de Varsóvia

Daniel Kazimierski nasceu em Varsóvia em 1949 e vive em Nova Iorque há vinte e cinco anos. É fotógrafo, professor de Fotografia e especialista em processos de impressão clássicos. Em 2005, por ocasião do quinquagésimo aniversário do Palácio da Cultura e Ciência de Varsóvia, publicou o livro mój patac/my palace, o qual reúne imagens do controverso edifício — oferecido por Estaline à capital polaca — realizadas com uma câmara estenopeica (ou pinhole). (O livro está disponível na Amazon mas o preço é muito mais simpático na Polónia. Se estiverem por perto...)


Daniel Kazimierski, moj patac


Carlos Miguel Fernandes

22.1.07

Exposições

Chama-se La huella de la mirada. Fotografia y Sociedad en Castilla-La Mancha, 1839-1936, e está aberta ao público até ao dia 26 de Janeiro no Instituto Cervantes, em Lisboa. Mais informações aqui.

Entretanto, no CCB, já abriu a exposição BES Photo deste ano, com trabalhos de Augusto Alves da Silva, Daniel Blaufuks, Vasco Araújo e Susanne Themlitz. Até 28 de Março.


Carlos Miguel Fernandes

16.1.07


História da Fotografia

Os alunos do curso de fotografia do NAF (e outros interessados nestas coisas da História) têm aqui um boa fonte de informação.

First, the name. We owe the name "Photography" to Sir John Herschel, who first used the term in 1839, the year the photographic process became public. (*1) The word is derived from the Greek words for light and writing.

Julia Margaret Cameron, Sir John Herschel, 1867



Carlos Miguel Fernandes